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Boas Práticas em Pipetagem

Tire suas dúvidas e confira algumas dicas para uma pipetagem precisa

As micropipetas são instrumentos de alta precisão utilizados na medição e na transferência de líquidos. Existem muitos fatores que podem alterar a exatidão da medida desses volumes na pipetagem, entre eles a qualidade do equipamento e, principalmente, o conhecimento e a habilidade do operador durante seu manuseio.

Muitos laboratórios e diversos experimentos de pesquisa exigem a manipulação cuidadosa dos volumes de líquido, por isso as micropipetas são ferramentas fundamentais nesse processo. Por essa razão é essencial que sejam exatos e precisos, entregando assim resultados de excelente qualidade. Uma única gota de reagente ou a contaminação durante a manipulação podem causar grandes implicações na pesquisa, no controle de qualidade e nos resultados de laboratórios clínicos.

 

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5 elementos que podem interferir na pipetagem de líquidos:

  1. Micropipeta – a escolha de um bom equipamento tem um peso muito grande na pipetagem.
  2. Ponteira – a qualidade da ponteira irá determinar a retenção de líquido e interferir na medida do volume.
  3. Condições ambientais (temperatura, pressão, umidade) – o volume do líquido pode sofrer alterações.
  4. Líquido – ter atenção à viscosidade, volatilidade, etc.
  5. Operador – a experiência, conhecimento e manuseio corretor, dependem muito do usuário que manipula a pipeta.

Erros mais comuns em pipetagem

  1. Trabalhar muito rápido;
  2. Remover a ponteira antes da completa aspiração;
  3. Arrastar a ponteira nos lados do tubo;
  4. Soltar o botão rápido;
  5. Não umedecer a nova ponteira, principalmente com líquidos voláteis.

 

Micropipetas necessitam de manutenção preventiva e calibração

  1. Limpeza externa e verificação visual
  2. Teste de funcionalidade – expulsão das ponteiras, teste de gotejamento, verificação do controlador de volumes, avaliação do movimento de pipetagem
  3. Verificação rápida da exatidão (calibração) – só é válida se realizada em laboratório adequado e com usuário de pipetas treinado
  4. A verificação da performance – analisa tanto a exatidão (erro sistemático) como a precisão (erro aleatório). O ideal é que as condições ambientais de temperatura, pressão e umidade também sejam monitoradas e controladas.

Inexatidão (erro sistemático) – diferença entre os volumes selecionados em relação ao dispensado. “A medida está muito longe do volume desejado?”

Imprecisão (erro aleatório) – variação dos volumes dispensados ao redor da média do volume dispensado. ” Há muita variação entre uma pipetagem e outra?”

 

Boas práticas em pipetagem

 

 

 

Profundidade de imersão da ponteira

1 – Profundidade de imersão da ponteira

A profundidade correta pode aumentar a precisão em até 5%. A ponteira deve ser imersa entre 1-2mm, para pipetas de volume micro, e até 3-6mm para pipetas de volumes maiores.

 

Ângulo correto de pipetagem

2 – Ângulo correto de pipetagem

O ângulo de imersão da ponteira deve ser o mais vertical possível e não deve desviar mais do que 20° da vertical. Um ângulo mais vertical faz com que muito líquido seja aspirado. Por exemplo, em um ângulo de 30° até 0,7% mais líquido poderá ser aspirado.

Ritmo constante

3 – Ritmo constante

Utilize um ritmo consistente de pipetagem entre uma amostra e outra. Obtenha um ritmo adequado para cada etapa de pipetagem.

 

Dispensação consistente

4 – Dispensação consistente

Maior precisão e reprodutibilidade para cada amostra podem ser obtidas ao garantir que a última gota é totalmente dispensada. Para a maioria das aplicações, é recomendado dispensar com a extremidade da ponteira contra a parede do recipiente, pois reduz ou elimina a quantidade remanescente de amostra na ponteira. Esta técnica pode aumentar a precisão em 1% ou mais.

Falha no pré-enxágue

5 – Falha no pré-enxágue

Dispensar o líquido de uma micropipeta pode deixar uma camada de líquido na ponta da ponteira, tornando o volume expelido um pouco menor do valor alvo. Pré-enxaguar a ponteira, pelo menos duas vezes com o líquido a ser usado, irá condicionar a parte interna da ponteira.

Temperatura ambiente

6 – Temperatura ambiente

Deixe que os líquidos e equipamentos fiquem em temperatura ambiente antes de iniciar a pipetagem. O volume de líquido pipetado varia com a umidade relativa e pressão do líquido, sendo ambos termo dependentes. Trabalhar em temperatura constante minimiza variações do volume pipetado.

Padronize a pipetagem

7 – Padronize a pipetagem

Aperte o botão até o primeiro estágio, mergulhe a ponteira no líquido e aspire-o, soltando o botão. Remova a pipeta do líquido e aperte o botão até o segundo estágio, garantindo a dispensação de todo o conteúdo. A padronização resulta em uma melhor precisão e exatidão

8 – Manipulando a micropipeta

Segure livremente a micropipeta, e guarde-a enquanto não estiver utilizando. O calor do corpo transferido durante a pipetagem altera o equilíbrio de temperatura, que pode levar a variações de volume.

Ponteiras corretas

9 – Ponteiras corretas

Use ponteiras de boa qualidade, de preferência da mesma marca da micropipeta. Marcas alternativas também são aceitáveis, desde que comprovado sua compatibilidade com o modelo da micropipeta. Uma má combinação de ponteira e pipeta pode gerar resultados imprecisos, inexatidão ou ambos.

Velocidade e pressão constantes

10 – Velocidade e pressão constantes

Aperte o botão suavemente, com força e pressão constantes, até o primeiro estágio. Mergulhe a ponteira, então solte o botão com uma velocidade constante. A prática gera resultados reprodutíveis e mais precisos.

 

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