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Tubos de coleta a vácuo na análise de sangue: padrão de cores e benefícios

Os tubos de coleta de sangue a vácuo se tornaram uma importante ferramenta para a área de análises clínicas e diagnóstico médico.

Há vários sistemas de coleta de amostras de sangue disponíveis para flebotomia (tiragem de sangue). Todas as etapas desse processo interferem diretamente na qualidade da amostra e na confiabilidade do resultado. Por isso é muito importante estabelecer qual é o sistema mais apropriado para a coleta de sangue.

O uso de sistemas baseados em tubo de extração a vácuo como sistemas fechados para coleta de sangue reduz o risco de exposição direta ao sangue e torna mais fácil a coleta de múltiplas amostras com uma única punção venal.

 

Coleta da amostra de Sangue

Nessa etapa, variações devido à obtenção, preparação e ao transporte da amostra podem provocar a perda do material biológico destinado à análise.

Frequentemente, encontra-se sangue destinado às provas de coagulação com microcoágulos decorrentes da homogeneização incorreta do material ou ainda pela proporcionalidade inadequada entre anticoagulante e sangue total. Devemos considerar também a troca de tubos de coletas, erros na flebotomia e até o uso prolongado do torniquete, promovendo aumento de proteínas e analitos ligados a elas.

Essas causas diretas de erro pré-analítico, quando detectadas, geram a re-coleta desses materiais. É de extrema importância implementar metodologias rigorosas para detecção, classificação e redução desses erros.

 

Técnicas de coleta de Sangue

A técnica de coleta de sangue venoso pode ser a vácuo ou com seringa e agulha.

A técnica de coleta a vácuo tem sido mais recomendada por ser um sistema fechado e possibilitar melhores condições de padronização, bem como a redução do risco de acidentes com materiais perfurantes.

A qualidade da amostra coletada pelo sistema a vácuo é considerada mais elevada e representativa do que a amostra obtida pelo sistema de seringa e agulha.

O principal fator é a adequada proporção sangue/aditivo. O sistema oferece a garantia de aspiração de um volume de sangue proporcional à quantidade de aditivo presente no tubo de coleta. Isso proporciona a redução de causas de erro, como hemodiluição, volumes insuficientes, hemólise e formação de microcoágulos.

 

 

Boas Práticas para coleta de Sangue

Tubos de coleta de sangue a vácuo e suas vantagens

Os tubos para coleta de sangue a vácuo são de uso único e podem evitar muitos erros durante a fase pré-analítica.

Confira as vantagens da utilização dos tubos de coleta a vácuo:

 

Facilidade no manuseio

O tubo para coleta de sangue contém, no seu interior, vácuo calibrado que está correlacionado com a proporção entre a quantidade de volume de sangue coletado com o anticoagulante/ativador de coágulo determinado na etiqueta do produto.

 

Segurança e conforto ao paciente

Tubos com menor volume de aspiração, assim como a possibilidade de que, em uma única punção, sejam colhidos vários tubos (coleta múltipla). Proporciona segurança e qualidade na fase pré-analítica e contribui para um resultado com qualidade.

 

Segurança ao profissional de saúde

Minimização do risco de contaminação, não havendo o manuseio da amostra de sangue, uma vez que o sangue entra diretamente no recipiente de coleta. A coleta em sistema aberto (seringa e agulha) eleva o risco de acidente perfurocortante no manuseio da transferência do sangue para o tubo e posterior descarte.

 

Atendimento à norma regulamentadora 32 (NR32)

Tem por finalidade estabelecer diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde do trabalhador. Evita a exposição ocupacional e previne a transmissão de doenças infectocontagiosas durante o procedimento.

Embora os sistemas de extração a vácuo sejam seguros, seu uso requer treinamento e aptidão.

 

 

Padrão de cores e sequência de coleta dos tubos a vácuo

Os tubos em que o sangue é coletado podem conter um ou mais aditivos, dependendo do objetivo da análise. Há desde aditivos que promovem a coagulação mais rápida do sangue, os que possibilitam a anticoagulação e ainda aqueles que preservam ou estabilizam determinados analitos ou células.

Cada tubo é usado para uma variedade de testes. Como alguns permitem que o sangue coagule e outros não, é importante identificar o tubo correto para cada teste. Evita-se assim erros e, por consequência, um diagnóstico incorreto. (Confira aqui os tubos de coleta mais utilizados, a tabela de cores e sua aplicação).

O padrão de cores dos tubos irá identificar quais aditivos estão presentes. A recomendação da sequência dos tubos é baseada na (CLSI H3-A6, Procedures for the Collection of Diagnostic Blood Specimens by Venipunctures; ApprovedStandart, 6thed.). Ela deve ser respeitada, para que não ocorra contaminação por aditivos nos tubos subsequentes (contaminação cruzada dos aditivos), quando há necessidade da coleta para diversos analitos de um mesmo paciente.

 

Sequência de aditivos

Aditivos Cor Descrição
Citrato de Sódio Azul O Citrato de Sódio Tamponado é utilizado para prova de coagulação em amostras. Diferentes concentrações de Citrato de Sódio podem ter efeitos significativos nas análises terapias anti-trombóticas, Tempo de Protombina (TP) e Tempo de Tromboplastina ativada (TTPa).
Ativador de Coágulo Vermelho Possui ativador de coágulo (sílica) jateado na parede do tubo, fazendo com que o processo de coagulação da amostra seja acelerado. Utilizados para determinação em soro nas áreas de Bioquímica e Sorologia. Podem ser utilizados para tipagem ABO, RH, pesquisa de anticorpos, fenotipagem eritrocitária e teste de antiglobulina direta.
Ativador de Coágulo + Gel Amarelo Contém ativador de coágulo jateado na parede do tubo que faz com que o processo de coagulação seja acelerado e gel separador, para obtenção de um soro com melhor qualidade. Utilizados em rotinas de bioquímica, sorologia, imunologia, marcadores cardíacos e tumorais.
EDTA Lilas/rosa Possui EDTA jateado na parede do tubo e são utilizados em bancos de sangue. O EDTA é o anticoagulante recomendado para rotinas de hematologia por ser o melhor anticoagulante para a preservação da morfologia celular.
Heparina de Lítio Verde Possuem Heparina de Lítio jateada na parede do tubo. São utilizados quando é necessário o uso de plasma para determinações Bioquímicas. Estes aditivos são anticoagulantes que ativam as enzimas antiplaquetárias, bloqueando a cascata de coagulação.
Fluoreto de Sódio + EDTA Cinza Utilizados na dosagem de glicose, lactato e hemoglobina glicada no plasma. O Fluoreto de Sódio é utilizado como inibidor glicolítico e o EDTA como anticoagulante, preservando a morfologia celular.

 

A alteração na sequência dos tubos pode ocasionar a contaminação no tubo subsequente e gerar resultados alterados nos analíticos sensíveis a este tipo de interferência.

Exemplo: coletar um tubo contendo aditivo de heparina (anticoagulante natural) antes do aditivo citrato de sódio (utilizado para coagulação) pode levar a heparina para dentro do tubo de citrato de sódio. Isso poderá interferir nos resultados dos fatores de coagulação.

 

Confira a sequência correta dos tubos de coleta

A ordem correta para coleta de sangue por tubos a vácuo é:

1. Azul (citrato de sódio)

2. Amarelo/vermelho (ativador de coágulo)

3. Verde (heparina)

4. Lilás/roxo (EDTA)

5. Cinza (fluoreto de sódio/EDTA).

 

 

Qualidade dos tubos de coleta

Há no mercado tubos de coleta de diversos volumes de aspiração e características. Dessa forma, é importante verificar se o produto está devidamente registrado na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e se é fabricado de acordo com as Boas Práticas de Fabricação estabelecidas pela ANVISA e/ou por outros padrões internacionais como ISO 6710.2, CLSI, Food and Drug Administration (FDA) e Comunidade Europeia (CE).

A Kasvi possui uma linha exclusiva para análises clínicas, a OLEN. Essa linha apresenta todos os tubos de coleta a vácuo necessários para a coleta de sangue devidamente registrados pela ANVISA sob o número 8050207045. Proporciona assim a garantia de segurança e qualidade que os laboratórios necessitam.

 

Tubos de coleta Olen

 


Referências

  1. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial para coleta de sangue venoso. 2. ed. Barueri: Minha Editora, 2010.
  2. Recomendações da Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial (SBPC/ML): coleta e preparo da amostra biológica. Barueri, SP: Manole, Minha Editora, 2014.
  3. Diretrizes da OMS para a tiragem de sangue: práticas em flebotomia. World Health Organization.
  4. XAVIER, Ricardo M., DORA, José Miguel, BARROS, Elvino. Laboratório na Prática Clínica, 3ª edição . ArtMed, 2016.