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Qual a diferença entre estéril, apirogênico e DNase/RNase free?

A área laboratorial realiza atividades complexas e minuciosas que exigem muitos cuidados e, principalmente, precisam garantir resultados confiáveis. Uma das formas de assegurar isso está na utilização de materiais livres de contaminação, promovida por uma variedade de processos de esterilização, determinada de acordo com a técnica empregada.

O objetivo de esterilização é destruir ou remover completamente todos os microrganismos (bactérias, vírus, fungos e protozoários) que podem contaminar o produto, através da matéria-prima, processos de produção, equipamentos, instalações ou mesmo pessoal.

As Boas Práticas de Fabricação (BPF) são aplicáveis a todos os produtos de saúde e buscam minimizar a contaminação microbiana, classificando produtos de acordo com sua categoria e aplicação. Existem diversas técnicas para esterilização, a eficácia do resultado depende de fatores como caraterística do material, as condições do produto final e o tipo de contaminação a que a técnica está sujeita.

Para esclarecer algumas dúvidas, vamos diferenciar aqui alguns conceitos importantes:

 

Produto Estéril

A esterilização se refere à eliminação de todos os organismos viáveis no interior ou sobre uma substância a ser esterilizada, através de processos físicos ou químicos que envolvem a utilização de calor, radiação ou remoção física das células. Não há graus de esterilização: um objeto ou substância ou é estéril ou não.

>> Leia também: Métodos de esterilização de produtos para laboratório

Apirogênico  

Pirogênios são produtos/vestígios do metabolismo de microrganismos, como vírus, fungos e bactérias. Assim apirogênico significa ser livre de pirogênios.

Livres de DNase e RNase

DNase e RNase são enzimas capazes de degradar e quebrar a cadeia de DNA e RNA. Por essa razão os materiais utilizados devem ser tratados com o objetivo de remover ou inativar estas enzimas (DNase e RNase free).

 

A contaminação que pode ocorrer por múltiplos fatores, acaba interferindo significativamente no processo, comprometendo o desempenho da reação e inclusive invalidando a técnica que está sendo realizada. A esterilização, em suas diversas formas, é uma maneira de preservar a integridade do resultado.

Em biologia molecular, por exemplo, os produtos necessitam de características  únicas que possibilitam o uso livre de qualquer contaminante. Produtos ideais para uso nesta técnica devem conter as seguintes características:

  • Livres de DNA e RNA;
  • Livres de RNases e Dnases;
  • Livres de Pirogênios e Endotoxinas;
  • Estéreis.

Por isso, deve-se avaliar a necessidade de cada metodologia, escolhendo o melhor método de esterilização para cada caso e utilizando materiais que não causem qualquer tipo de interferência, garantindo a segurança e eficácia do resultado.