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Sangue Oculto nas Fezes no Rastreamento do Câncer Colorretal

A pesquisa de sangue oculto nas fezes, também conhecida por sangue oculto, sangue nas fezes e, atualmente, detecção de hemoglobina humana nas fezes, é um exame que representa uma alternativa não invasiva, de baixo custo, fácil operacionalidade nos laboratórios e boa efetividade na investigação de sangramentos causados por doenças gastrointestinais. Também é um exame útil no rastreamento do câncer colorretal ou de seus percursores benignos, os pólipos, mesmo em indivíduos sem qualquer sintoma.

Câncer Colorretal

O câncer colorretal acomete o intestino grosso (cólon) e o reto. Grande parte desses tumores inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer ao longo do tempo na parede interna do intestino grosso. Com o passar do tempo, essas lesões podem se tornar malignas. O câncer colorretal é silencioso, mas, apesar de não existirem sintomas clínicos nos estágios iniciais, mais de 90% dos casos podem ser detectados por programas de rastreamento anual em pacientes maiores de 50 anos de idade com a pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. A chance de cura de um paciente com diagnóstico precoce, antes do desenvolvimento do câncer é de 80%.

O surgimento dos pólipos no intestino ou no reto, está diretamente relacionado à alimentação. Pólipos intestinais são lesões na parede interna do intestino, podendo ser planos ou elevados; benignos, cancerosos ou até vários tipos ao mesmo tempo. Certos alimentos e bebidas contribuem com o aparecimento dos pólipos intestinais. Principalmente o excesso de álcool, alimentos gordurosos, conservantes químicos, carnes vermelhas ou processadas. Acredita-se também que eles estejam relacionados a fatores hereditários, idade e o estilo de vida.

Presume-se que a pesquisa de sangue oculto, quando realizada anualmente, reduz a mortalidade por câncer do intestino em 15% a 33%, representando um ganho de vida similar ao observado no rastreamento com colonoscopia a cada dez anos. Atualmente apenas cerca de 25% dos tumores são detectados precocemente.

É importante ressaltar que o resultado positivo da pesquisa de sangue nas fezes não significa que o paciente está com câncer. Um exame positivo pode indicar sangramento em qualquer parte do trato gastrointestinal, que deve ser esclarecido mediante outras investigações diagnósticas. Por isso a importância do rastreamento.

O Exame

O exame de sangue oculto é feito através da mistura das fezes colhidas com reagentes químicos específicos. O método de guaiaca é o classicamente usado e consiste em envolver um pouco de fezes com um papel embebido com uma solução reagente. Se houver hemoglobina nas fezes, o reagente muda de cor, ficando azulado. Esta forma de pesquisar sangue oculto consegue detectar sangramentos mínimos, como perdas de apenas 10ml de sangue ao longo do dia.

Há exames mais modernos, como os testes imunológicos, que consistem no uso de anticorpos contra hemoglobina humana. Esses testes são mais sensíveis e conseguem detectar sangramentos mínimos, menores que 1ml. Outra vantagem é o fato deste exame só detectar fração globina da hemoglobina humana, não havendo risco de falso positivo com alimentos à base de carne ou com sangramentos do trato digestivo alto (sangue vindo da boca, esôfago, estômago ou duodeno são digeridos e não são detectado com esta técnica).

Os valores de referência podem variar em função do método e reagente utilizado, portanto, esses valores devem estar claramente citados nos laudos de resultados de exames laboratoriais.

A Amostra

Deve-se coletar uma pequena porção de fezes frescas, sem o uso de laxantes e sem contaminação com urina ou água em três dias consecutivos, após a realização da dieta específica três dias antes. É importante condiciona-las em frasco coletor de polipropileno com tampa de rosca, ao abrigo da luz, e encaminhar para o laboratório no mesmo dia da coleta ou no máximo até o dia seguinte, desde que conservada em geladeira.

O Preparo do Paciente

Para a realização do exame pelo método guaiaco, recomenda-se coleta da amostra após uma dieta específica de três dias antes e durante a coleta, em três dias consecutivos. Para a realização do exame pelo método imunoquímico, a dieta é desnecessária.

A dieta implica na proibição de:

  • Carnes vermelhas, branca e derivados
  • Alimentos com alta atividade de peroxidase, como: beterraba, espinafre, rabanete, nabo, brócolis, feijão, couve-flor e melão
  • Frutas: banana, maçã, pera, uva preta e ameixas
  • Alimentos ricos em vitamina C: laranja, limão, acerola, manga, maracujá, caju, abacaxi, goiaba, mamão, morango, tomate e kiwi
  • Bebidas alcóolicas

Também deve ser evitado medicamentos irritantes da mucosa gástrica ou suplementos alimentares que contenham ferro (anti-inflamatórios, corticoides, aspirina, ferro e vitamina C) durante cinco que antecedem o teste.

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Referências: