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Microscópio – conheça as diversas técnicas de microscopia

O microscópio, foi inventado para aumentar ou ampliar imagens de objetos não visíveis a olho nu. O poder de resolução dos microscópios atuais é de 0,2 µm, cerca de mil vezes mais que o olho humano.

A ampliação, um aumento aparente no tamanho, é geralmente considerada como a principal função de um microscópio e isso é verdade. Porém, mais importante do que isso, ele proporciona a resolução, distância mínima entre dois pontos que pode ser discernida.

Os fatores fundamentais envolvidos na resolução e ampliação são a luz e as lentes utilizadas. Um microscópio composto é formado por duas lentes, a objetiva e a ocular, quando se observa através da lente ocular é vista uma imagem virtual aumentada da imagem real.

Microscópio Óptico : Você conhece a sua estrutura e aplicações?

 

Diversas técnicas proporcionam um processamento diferente da imagem revelando detalhes específicos das amostras que se pretendem analisar. Confira os principais princípios da formação da imagem em microscopia e suas aplicações.

 

Técnicas de microscopia

As lentes, os filtros e a iluminação do microscópio podem ser manipulados para ampliar, resolver e intensificar uma variedade de imagens. O tipo de amostra usada e a documentação que necessita fazer determinam qual o método a ser escolhido, são eles:

  • Campo Claro;
  • Campo Escuro;
  • Contraste de Fases;
  • Contraste interferencial;
  • Polarização;
  • Fluorescência.

 

Microscopia de Campo Claro

Essa é a técnica mais comumente usada, quando a luz passa através da amostra, fazendo com que a área observada seja bem iluminada.  O feixe de luz passa através da amostra sendo captado pela objetiva. O microscópio usado pela maioria dos estudantes e pesquisadores é o microscópio de campo claro.

Aplicação: muito usado para o exame de rotina das lâminas histológicas, visualização de tecido células, microrganismos nos laboratórios de análise clínica e pesquisa.

 

microscopia de campo claro

Exemplo de microscopia de campo claro

Microscopia de campo escuro

Alguns raios luminosos incidem na amostra e são captados pela lente objetiva, o que gera “figuras” luminosas em um fundo escuro, por isso o nome dessa técnica. Apenas a luz que foi dispersa ou refratada pelas estruturas na amostra alcançam a lente.  É o mesmo princípio que nos permite ver as estrelas a noite ou as partículas de pó no feixe de luz em um projetor numa sala escura.

Aplicação: indicada para amostras com pouco contraste. Na prática clínica, o microscópio de campo escuro serve para examinar a existência de cristais na urina, como os de ácido úrico e oxalato, e identificar bactérias como espiroquetas, em particular Treponema pallidum, microrganismo responsável pela sífilis.

microscopia de campo escuro

Exemplo de microscopia de campo escuro

Microscopia de Contraste de Fases

O microscópio de contraste de fase é também uma adaptação do óptico e utiliza um sistema de lentes que transforma diferenças de fase em diferenças de intensidade. A luz atravessa diferentes quantidades de matéria, o que gera diferentes índices de refração, ou em outros termos, quanto maior a quantidade de matéria, menor o índice de refração. Porções escuras da imagem correspondem a porções densas do espécime, porções claras da imagem correspondem a porções menos densas do espécime.

Aplicação: possibilita o exame de células e tecidos não corados e é muito usado para análise de células vivas (geralmente em cultura), microrganismos, seções de tecidos finos, fibras, dispersões de látex, partículas subcelulares (incluindo o núcleo e outras organelas), diagnóstico de células tumorais, hematologia, virologia, bacteriologia, parasitologia e biologia marinha.

microscopia de contraste de fases

Exemplo de microscopia de contraste de fases

Microscopia de Contraste interferencial

Duas modificações do microscópio de contraste de fase criaram o microscópio de interferência, que também possibilita quantificar a massa de tecido, e o microscópio diferencial de interferência (usando a óptica Nomarski), que é especialmente útil para avaliar as propriedades de superfície das células e de outros materiais biológicos. Esta técnica elimina os efeitos de halos encontrados na técnica de contraste de fase.

Aplicação: as amostras não precisam ser fixadas e coradas, por isso permite a observação de estruturas transparentes e materiais sem coloração, tecidos e células vivas podem ser estudados. Por sua melhor resolução, a visualização da imagem tem aparência 3D.

microscopia de contraste interferencial

Exemplo de microscopia de contraste interferencial

Microscopia de Polarização

O microscópio de polarização é uma modificação simples do microscópio óptico, no qual um filtro polarizante (o polarizador) está localizado entre a fonte de luz e o espécime, e um segundo polarizador (o analisador) está localizado entre a lente objetiva e a ocular. Esses filtros modificam a luz e são eficientes na análise de materiais biorrefringentes (que produzem dupla refração). Inicialmente foi usado para estudo de minerais, porém hoje também é usado na biologia, medicina, etc. A técnica explora as propriedades ópticas para revelar informações detalhadas sobre a estrutura e composição dos materiais.

Aplicação: Muito utilizada para estudos de petrografia e mineralogia. Em materiais biológicos usa-se para o estudo de paredes celulares, moléculas de DNA, células musculares estriadas, espermatozoides, colágenos, detecção de substâncias minerais em tecidos diferentes, entre outros.

microscopia de polarização

Exemplo de microscopia de polarização

Microscopia de Fluorescência

Uma molécula com propriedade fluorescente emite luz com comprimento de onda na faixa visível quando exposta a uma fonte ultravioleta (UV). O microscópio de fluorescência usa a capacidade de algumas moléculas em fluorescer sob luz ultravioleta, visualizando moléculas autofluorescentes, como a vitamina A, ou ainda marcando as amostras, com a fluorescência introduzida. A excitação e a emissão de luz das moléculas fluorescentes são reguladas por filtros para promover cor e contraste.

Aplicação: detecção de antígenos ou anticorpos nos procedimentos de coloração imunocitoquímicos, moléculas fluorescentes específicas também podem ser injetadas em um animal ou diretamente em células, e usadas como rastreadores. Tais métodos são úteis para estudar as junções intercelulares (gap), rastrear a via de fibras nervosas na neurobiologia e detectar marcadores de crescimento em tecidos mineralizados.

microscopia de fluorescência

Exemplo de microscopia de fluorescência

Microscópios Kasvi

A microscopia de campo claro é a mais comum e amplamente utilizada em diversos processos laboratoriais. A Kasvi oferece diversos modelos de microscópios que utilizam a técnica, confira:

Linha Microscópios ECO

linha ECO

 

A linha ECO é uma linha básica com recursos necessários para um microscópio de boa qualidade. Acompanha objetivas acromáticas corrigidas, com opção de iluminação alógena ou LED. É uma solução prática e econômica para a área educacional e laboratórios em geral.

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Linha Microscópios RED

Linha Microscópios RED

 

A linha RED apresenta uma estrutura que permite mais aplicações, com sistema de molas
integradas às objetivas de 40X e 100X-óleo de imersão, o que evita danos à lente ou à amostra e previne distorção da imagem durante a observação.

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Câmeras para Microscópio

câmera para microscopia

 

As câmeras para microscopia combinam alta resolução, imagens em tempo real e fotos que podem ser armazenadas no computador com rapidez e acessibilidade. A grande vantagem é o software, que possui funções variadas, como medir o tamanho da área ou da amostra a ser estudada, contagem de células, captação de imagens e gravação de vídeos.

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Lâminas e lamínulas para microscopia

As lâminas são fabricadas em um vidro especial translúcido, especialmente desenvolvido para microscopia, e servem de suporte para observar a amostra ou material no microscópio. Já as lamínulas, são utilizadas para sobrepor o material da lâmina durante a leitura no microscópio, permitindo melhor visualização e também para proteção da amostra e da lente.

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BARKER, Kathy. Na bancada: manual de iniciação científica em laboratórios de pesquisas biomédicas. Porto Alegre: Artmed, 2002
HOFLING, José Francisco, GONÇALVES, Reginaldo Bruno.Microscopia de luz em microbiologia: Morfologia bacteriana e fúngica. ArtMed, 2011
PIRES, Carlos Eduardo de Moreira, ALMEIDA, Lara de, COELHO, Alexander Brilhante. Microscopia: Contexto Histórico, Técnicas e Procedimentos para Observação de Amostras Biológicas. Érica, 2014
ROSS, Michael H., PAWLINA, Wojciech. Ross | Histologia – Texto e Atlas – Correlações com Biologia Celular e Molecular, 7ª edição. Guanabara Koogan, 2016