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Você sabe como realizar a contagem de células em urinálise?

A contagem de células em urinálise é uma das etapas realizada no exame de urina, chamada também de sedimentoscopia ou análise microscópica. A análise da urina é um exame muito comum realizado para auxiliar o diagnóstico médico, sua padronização e interpretação são fundamentais para a identificação de patologias.

A função excretora dos rins é responsável pela manutenção do volume e da composição dos fluidos orgânicos, cujo produto final é a urina. Ela é composta principalmente de água (em torno de 96%), ureia, ácido úrico, sais minerais e outras substâncias. Normalmente ela é expelida estéril e qualquer alteração de suas características pode indicar alguma enfermidade.

Dessa forma, os exames de urina podem ser realizados como parte de um exame físico regular para rastrear sinais de doenças e também para monitorar a condição de pacientes, como por exemplo, doentes renais ou diabéticos.

A urina é avaliada pela sua aparência física (a cor, a opacidade, o odor, a claridade) que chamamos de análise macroscópica, por suas propriedades químicas e moleculares e também através da sedimentoscopia, na qual é avaliada microscopicamente.

Sendo assim, a urinálise corresponde à análise física, química e microscópica da urina.

Coleta de urina

Por ser um exame muito simples e indolor, sem grande desgaste para o paciente e com um resultado rápido, é utilizado em diversos serviços de saúde, incluindo consultórios médicos, hospitais e laboratórios.

Basta que se colete uma amostra de urina do paciente e envie para análise, porém alguns cuidados devem ser tomados para não afetar o resultado. O exame deve ser realizado dentro de 15 minutos a partir da coleta e, caso não seja possível o material deverá ser refrigerado.

Exame de urina de rotina: importância, coleta e métodos de análise

Análise Macroscópica

Envolve a observação visual direta da urina, examinando sua quantidade, cor, claridade ou turvação. A urina normal é tipicamente amarela clara, sem qualquer nebulosidade. Qualquer anormalidade pode sugerir possibilidade de uma infecção, desidratação, doença hepática etc.

Análise Química

Corresponde a um método qualitativo para monitorar vários aspectos bioquímicos constituintes da urina, como a densidade, acidez (pH), proteína, glicose (açúcar), leucocitoesterase (sugestivo de células brancas do sangue na urina), bilirrubina, etc. A presença ou ausência de cada componente fornece informações importantes para a tomada de decisões clínicas.

Análise Microscópica
(Estudo do sedimento urinário)


O estudo do sedimento urinário compreende a análise dos elementos orgânicos (células epiteliais, células tumorais, leucócitos, hemácias, cilindros, estruturas diversas) e dos elementos inorgânicos (cristais). Para visualização, uma amostra é colocada em lâmina para se fazer a observação dos elementos, análise e contagem com o auxílio de um microscópio.

Método para contagem de células em Urinálise

A análise microscópica do sedimento urinário tem como finalidade detectar e quantificar os elementos presentes na urina. Esse exame quantitativo realiza a contagem desses elementos utilizando a Lâmina K-cell, pois simplifica e facilita todo o processo.

Lâmina K-Cell para contagem de células

A Lâmina K-Cell promove a padronização do exame microscópico de urina fornecendo precisão e reprodutibilidade, garantindo leituras constantes resultado exato e eficaz, reduzindo a possibilidade de sobreposição de células.

A K-Cell é descartável e composta por 10 câmaras de contagem. Em cada lâmina podem ser analisadas 10 amostras diferentes. Cada câmara dispõe de um poço composto por 10 quadrados divididos em 16 quadrados menores chamados de setores.

Após a dispensação, as amostras deslizam para dentro das câmaras através do mecanismo de capilaridade. Assim, os sedimentos urinários são distribuídos em toda a câmara de leitura.

Cada câmara possui um sistema próprio de absorção do excesso de amostras, evitando a contaminação. Além disso, possui identificação numérica por poço permitindo reconhecimento fácil das amostras.

Preparo da lâmina Lâmina K-Cell

 

  Após os procedimentos de centrifugação para separação dos sedimentos urinários e suspensão, aspirar a amostra com uma pipeta.
Depois de aspirar o sedimento urinário, dispensar a amostra nas câmaras de contagem da lâmina K-Cell para analisar as áreas da grade com a ajuda de um microscópio.
Como utilizar o sistema de numeração.
Exemplo: para identificar as amostras do número 131 a 140, marcar o número 1 no lado esquerdo e o número 3 no lado direito da lâmina.

 

Como realizar a contagem de sedimentos utilizando a lâmina K-Cell?

Depois de preencher a câmara de contagem com a amostra (urina), fazer a contagem de células distribuídas em N quadrados. Porém é necessário ter muita atenção para a contagem das células das bordas, deve ser realizada corretamente  para evitar superestimação.

Para a determinação em amostras de sedimentos urinários a contagem é em células/µL, e para amostras diluídas a contagem é em células/mL.

Método de contagem de células em amostras de sedimentos urinários (células/μL)

 

Células/ μL= células contadas em N quadrados x fator de concentração x 10     

N

Fator de Concentração = Volume final (após centrifugação e descarte do sobrenadante) ÷  Volume inicial de urina centrifugada.
* 10­ = conversão de 0,1µL para L.

Observação: Para urinas não centrifugadas, não multiplicar o número de células contadas pelo fator de concentração.

 

 

Método de contagem de células em amostras diluídas (células/mL)

 

Células/ mL = Células contadas em N quadrados x Fator de diluição x 104

N

* 10­4 = conversão de 0,1µL para 1mL.

 

Exemplo

Para a contagem de uma amostra diluída 100 vezes, seguem os critérios a serem observados:

  • N = 5 (número de quadrados considerados para a contagem)
  • Somatório de células contadas em 5 quadrados = 67
  • Fator de Diluição = 102
Resultado células/mL = 67 x 102 x 10 =13,4 ×106
5

 

Sedimentoscopia: Análise Microscópica de Sedimento de Urina

 


Referências:
NEVES., and Paulo Augusto. Manual Roca Técnicas de Laboratório-Líquidos Biológicos. Roca, 2011.

A., TANAGHO, Emil, and McANINCH, Jack W. Urologia Geral de Smith, 17ª edição. ArtMed, 2010.