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Sorologia e Doenças Infecciosas

A sorologia está relacionada ao estudo analítico do soro sanguíneo. De forma prática, o principal objetivo do exame de sorologia é identificar a presença de antígenos pertencentes a vários microrganismos e de anticorpos que são desenvolvidos como resposta à presença destes agentes infecciosos no sangue do paciente. Através desse procedimento é possível identificar doenças como a sífilis, dengue, herpes, HIV, hepatite, toxoplasmose e várias outras.

Imunidade Adquirida: Anticorpos

Anticorpos ou imunoglobulinas são produzidos pelo sistema imunológico. Cada anticorpo é único, criado para um tipo específico de microrganismo. São proteínas que protegem as pessoas contra invasores microscópicos como vírus, bactérias, substâncias químicas e toxinas. Cada anticorpo produzido reconhece uma estrutura específica de uma célula ou partícula invasiva. A estrutura específica reconhecida é chamada antígeno. Anticorpos se ligam aos antígenos, criando complexos antígeno-anticorpo (complexos imunes), que servem de sinal para a destruição do antígeno pelo sistema imunológico.

Na primeira vez que alguém é exposto a um agente infeccioso o sistema imunológico demora algum tempo para reconhecer os antígenos envolvidos e produzir anticorpos específicos em quantidade suficiente para combater a infecção. A resposta inicial é formada por anticorpos IgM. Algum tempo depois, inicia-se a produção de anticorpos IgG. O corpo se “lembra” e mantém um pequeno estoque de anticorpos para que na próxima vez que for exposto ao mesmo microrganismo, o organismo responda com mais intensidade e rapidez, fornecendo proteção principalmente por meio de anticorpos IgG.

O sistema imunológico também pode identificar uma parte do nosso corpo como estranha e produzir autoanticorpos contra ela. Esses autoanticorpos provocam uma reação inflamatória que causa a lesão dos tecidos envolvidos. Uma resposta autoimune pode afetar um único órgão ou ser sistêmica, atingindo tecidos ou órgãos. Essas reações causam os distúrbios autoimunes ou doenças autoimunes.

Os anticorpos também podem provocar respostas imunológicas a transfusões de sangue e a transplantes de órgãos. Por isso os testes de compatibilidade doador/receptor são primordiais para que o  sangue ou órgãos correspondam o máximo possível e minimizar a probabilidade de uma resposta imunológica, a rejeição, no caso de órgãos e o TRALI no caso do sangue.

Diferentes Imunoglobulinas para Combater Diferentes Antígenos

As imunoglobulinas são produzidas por plasmócitos, amplamente encontrados através da técnica da sorologia no sangue, no fluido tecidual e no líquido exócrino, representando cerca de 20% da proteína total do plasma. Existem cinco classes diferentes de imunoglobulinas (IgM, IgG, IgE, IgA e IgD). As três imunoglobulinas investigadas com maior frequência em exames são IgM, IgG e IgE. Os anticorpos IgM e IgG têm ação conjunta na proteção imediata e a longo prazo contra infecções.

Imunoglobulina A (IgA) É encontrada em altas concentrações nas membranas mucosas, particularmente as que revestem as vias respiratórias e o trato gastrointestinal, bem como na saliva e nas lágrimas.
Imunoglobulina G (IgG) É o tipo mais abundante de anticorpo, é encontrada em todos os fluidos corporais e protege contra infecções bacterianas e virais.
Imunoglobulina M (IgM) Encontrada principalmente no sangue e no fluido linfático, é o primeiro anticorpo a ser produzido pelo organismo para combater uma nova infecção.
Imunoglobulina E (IgE) Está associada principalmente a reações alérgicas (quando o sistema imunológico reage excessivamente a antígenos ambientais, como pólen ou pêlos de animais). É encontrado nos pulmões, pele e membranas mucosas.
Imunoglobulina D (IgD) Existe em pequenas quantidades no sangue, é o anticorpo menos compreendido.

Sorologia: pesquisa de Infecções Através dos Anticorpos IgG e IgM

Essa aplicação da sorologia é tradicionalmente utilizada para diagnosticar patologias, logo nos estágios iniciais. Dessa forma, o médico consegue indicar o tratamento mais adequado, aumentando as chances de cura e amenizar os sintomas. Além de ser uma maneira indireta de atuar no combate do contágio. A análise do soro é feita a partir de uma amostra de sangue do paciente.

Quando ocorre uma nova infecção, os primeiros anticorpos produzidos são as IgM que vão diminuindo à medida que a infecção é controlada, dando lugar às IgG, que permanecem para o resto da vida.

IgM positivo e

IgG negativo

Indica infecção recente.

IgM negativo e

IgG positivo

Indica que o paciente já teve a doença há muito tempo, curou-se e hoje encontra-se imunizada, sem risco de tê-la novamente.

IgM negativo e

IgG negativo

Sugere que o paciente não está doente e não tem imunidade contra a infecção, podendo contrai-la caso seja exposto.

Não há realmente uma concentração “normal” de anticorpo, já que as pessoas os produzem em quantidades diferentes. Pacientes com o sistema imunológico debilitado podem não ser capazes de responder normalmente, produzindo menos anticorpos ou respondendo mais devagar à exposição antigênica. O significado detalhado de um resultado de exame de anticorpos depende dos sintomas do paciente e das circunstâncias específicas que levaram à realização do teste.

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Referências: